Perfil


Sou Maria Eduarda, a menina mais amada do mundo, Deus foi muito bom comigo por colocar em meu caminho pais maravilhosos que me amam. Aqui mamãe irá compartinhar com todos minha história e nossas vitórias em relação a cardiopatia que existe em meu coração

Mamãe



Sou esposa, profissional e agora mãe da gatinha mais linda do mundo. Agradeço todos os dias a Deus por ele ter nos confiado esta jóia rara em nossas vidas.

Papai



Sou, homem feliz e realizado

Nossa história



Somos Pais Especiais, Deus confiou a nós a missão de criar uma linda menina de coração especial, nós temos uma filha linda que é cardiopata, o nome dela é Maria Eduarda, mas todos a conhecem por Dudinha, quando Deus me disse que ela viria ao mundo, tive muito medo, principalmente quando ele informou que ela seria uma criança de coração diferente. Em seu coraçaozinho além de muito amor e alegria teria algo diferente que eu não conseguia entender, porém entre muitos pais da terra, Deus havia escolhido a nós para acolhe-la e lhe dar muito carinho, pais especiais!

O nome é complicado, talvez seja algo somente para pessoas preparadas entender, mesmo assim sempre fizemos questão de saber o que tinha de diferente em seu coraçãozinho, em uma das conversas com médicos, ficamos sabendo que ela seria cardiopata, cardio oque? Isto mesmo seu coração não foi totalmente formado, sendo assim ela seria portadora de uma cardiopatia chamada (DVSVD) - Dupla Via de Saída do Ventrículo Direito – CIV (Comunicação Interventricular) e (TGV) Transposição dos Grandes Vasos, nossa... quanta coisa! E agora?

Não posso negar que questionei a Deus, mas sei que Deus nunca nos dá um peso maior que podemos carregar, e desde o primeiro momento de desespero, coloquei minha filha no colo de Jesus e Maria e a partir deste momento não senti medo algum, muito pelo contrário cada dia que passava eu sentia mais força para vencer. Jamais pedi para que Deus tirasse esta prova de nós e sim que nos desse forças para vencé-la, Nós somos mais fortes que os problemas que aparecem, precisamos nos convencer disto!

Minha guerreira, passou por um cateterismo com 3 meses de vida e por uma cirurgia de bandagem pulmonar com 4 meses, outro cateterismo com 1 ano e 5 meses e outra cirurgia bem complexa com 1 ano e 7 meses, superou tudo, lembro que a cada situação desta, falava para ela que a nossa parte estávamos fazendo, que era rezar, e que ela teria que fazer a parte dela que seria vontade de viver, nunca chorei perto dela, ao seu lado tentava ser forte, mesmo a vendo cheia de fios e aparelhos.

Nossa força, somada com a dela e multiplicada pela de Deus fez com que ganhássemos esta batalha, sabemos que a guerra ainda não acabou, mas quem tem Deus tem tudo, estaremos sempre ao lado dela e temos certeza que seremos vitoriosos.
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patymonteiro20@hotmail.com

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Quinta-feira , 26 de Fevereiro de 2009

Hoje vou continuar falando da cirurgia da Duda, acabei no dia da sua alta que foi no dia 18/12, saímos da UTI do sábado dia 13/12 09 dias após a cirurgia. Meu marido havia ficado com a Duda durante a noite, lembro que na sexta-feira a tarde(12/12) verifiquei a temperatura dela e notei que ela teve febre, 38, bem leve, mas para uma criança cardiopata não é nada bom, principalmente de pos operatório, ela foi medicada e a febre baixou, chegando no sábado pela manhã para acompanhá-la, não me deixaram entrar, pois a Duda havia sido levada para fazer um RX em movimento(não sei o nome do exame), fiquei apavorada, mas logo em seguida apareceu a Dra. Flavia para passar a visita e logo perguntei o que havia ocorrido, ela não sabia de nada, até me disse que estava lá justamente para dar alta da UTI para Duda, mas estaria se informando e logo falaria comigo, mas logo a Duda chegou do exame e fiquei mais calma em vê-la super bem.

Passaram alguns minutos a médica veio falar comigo, informando que a Duda estava com uma paralisação do diafragma direito e que precisaria fazer uma aplicação, seria uma nova cirurgia, menor, mas que teria necessidade de anestesia geral e mais 2 dias de UTI, meu mundo novamente caiu, alias estou tão acostumada juntar os caquinhos que até penso que sou forte, como diz uma amiga minha, de tanto a gente se fazer de forte começamos a acreditar que somos fortes, de tanto acreditar nos tornamos fortes de verdade e isto mais uma vez contribuiu para me deixar em pé. Falei para médica que tudo bem já que não tinha outra alternativa, liguei para o meu marido que estava começando a dormir e disse para ele ir para lá, pois a Duda entraria logo no Centro Cirúrgico, não deu tempo nem de terminar de falar, vinte minutos depois lá estava ele sentadinho naquele corredor. Eu entrei para ficar com ela, pois o cirurgião falaria conosco logo.

Como ela teve febre no dia anterior, foi feito um hemograma que acusou uma pequena infecção, sendo assim a cirurgia passaria para o final de semana, ela tomaria 5 dias de antibióticos no quarto conosco e depois faria a cirurgia, por um lado achei bom, assim daria mais tempo para o organismo dela limpar da anestesia que ela havia tomado a menos de 10 dias, por outro lado achei ruim, pois voltaríamos para UTI que eu considero um passo para trás, mas desde o inicio minha filha estava no colo de Jesus e Maria e sempre pedia que tudo que fosse ocorrer que seria para o seu bem.

No mesmo dia ela passou a tomar antibióticos na veia, porém no quarto, assim eu e meu marido poderíamos ficar com ela, visto que nós dois estávamos de férias, quando eu dormia ela ficava acordado e quando ele dormia eu ficava acordada, quando a Duda dormia, todo mundo dormia também.

No decorrer da semana, as visitas médicas eram animadoras, o pulmão estava limpinho e os exames de sangue já não mostrava infecção. Na quarta feira foi feito um Ecocardio(coração ótimo), Hemograma (infecção nada) RX (paralisia quase nenhuma), o que Dra, tem certeza? Tenho querida, a Duda está ótima, vocês irão para casa, caso precise fará a cirurgia, caso contrário não será necessário!!! DEUS NOVAMENTE EM NOSSAS VIDAS, ISTO QUASE NÃO OCORRE, MAS PARA DEUS NADA É IMPOSSÍVEL!!!!! No dia seguinte tivemos alta!!!!!

Em casa notei que a Duda não queria brincar, estava bem cansadinha e com uma tosse que me deixava louca, meu termômetro de mãe dizia que algo não estava bem, mesmo as pessoas falarem que eu estava tentando encontrar doenças da minha filha, no fundo eu sabia que algo de errado estava ocorrendo, foi assim que no dia 23/12 falei para meu marido se vc não for eu vou sozinha ao Hospital levar a Duda, ele não pensou duas vezes e em menos de meia hora estávamos no Hospital.

Claro que no fundo já sabia que ficaríamos internados, mas não queria acreditar, quando a medica de plantão atendeu a Duda e escutou seu pulmão vi pela cara dela que algo não estava bem, logo em seguida ela nos pediu um RX comentado (1 hora e meia para ficar pronto), tudo isto porque era quase Natal e metade dos funcionários estavam de folga ou férias. Bem passado as quase duas horas estávamos novamente com a medica no pronto socorro e logo de cara ela pergunta: Mãe a Maria Eduarda saiu com algum derrame pleural quando teve alta? Não sei...(claro que sabia, queria enganar quem meu Deus, ela não saiu com nenhum derrame), então vou ligar para UTI cardio e perguntar para algum plantonista, pois a medica dela não atende celular. Gente eu sabia que ficaríamos internados, logo em seguida comecei a chorar, tinha tantos planos para o Natal...os presentes dela, a casinha que compramos e hoje seria entregue em casa, como ela ficaria feliz, as sobremesas que estava quase todas prontas...derrepente fui jogada para uma realidade com um pedido de internação da médica que nos atendeu, informando que havia ligado para o Dr. Fernando chefe da UTI cardio que nos acompanhou no pos operatório e garantiu que não ela saiu super bem, apenas com uma pequena paralisia do diafragma do lado direito, sendo que o derrame era no lado esquerdo.

Cinco dias em casa e lá estávamos nós novamente naquele quarto de hospital, lá fora todos se preparavam para o Natal e nós lá, sem saber o que seria feito por nossa filha, ela chorava muito, pois colocaram ela no soro, não estava se alimentando direito, fora o calor insuportável, outra vez senti o colo de Jesus, me aninhei nele e seguramos outra vez esta barra, no dia 24/12 foi repedido o exame, o derrame havia aumentado, no dia 25/12 pela manhã fizemos outro exame, o derrame estava maior ainda, foi assim que decidiram levar minha filha para o Centro Cirúrgico colocar um dreno para retirar o derrame.

A Duda voltou para UTI no dia 25/12, foi muito difícil ter que aceitar, mas pensava somente que era para o bem da minha filha, como ela estava em jejum eu também estava, mas ainda estava aninhada no colo de Jesus, como o colo dele é bom, aceitei e consegui superar tudo. No mesmo dia saiu o resultado, Duda estava com quilotorax, devido a cirurgia, tratamento? Dieta sem gordura de cadeia longa por três meses, tempo necessário para cicatrizar os vasinhos rompidos durante a cirurgia de grande porte,  e muita paciência. Passamos a noite na UTI, mas no dia seguinte voltamos para o quarto. Passamos o Ano Novo no Hospital, mas com muitas esperanças que 2009 seria um ano maravilhoso, pois estávamos vencendo outra etapa de nossas vidas, dia 16/01 tivemos nossa verdadeira alta para casa e com ela muitas recomendações da dieta, um deslize era sinônimo de hospital com direito a dreno e tudo.

Faltam 1 mês para o termino da dieta da minha filha e ela está cada dia mais fofa e gostosa, aprontando todas e com o coração a mil, as vezes olho para trás e não consigo acreditar que passei por tudo isto, como diz uma amiga minha veja uma pegada na areia, que são de Deus nos carregando em seu colo, sem ele sei que não conseguiríamos  nem começar, quanto mais ser vencedores. OBRIGADA SENHOR POR TUDO!!!!

Beijinhos e Boa Semana

 

 

 

 

 

 



:: Postado por Mamãe da Duda ás 14h57 ::
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